17 de Outubro, Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza

[LEVANTA-TE_ACTUA.jpg]

Do Ladrões de Bicicletas, retiro este excerto:
“Uma das frequentes e mais nefastas consequências da pobreza (sobretudo da pobreza crónica) é a destruição de disposições básicas para organizar o presente e planear o futuro, nomeadamente consumir regradamente, prever despesas ou poupar. É justamente por não terem acesso a rendimentos regulares e previsíveis que os mais pobres caem na armadilha dos pequenos consumos “irracionais” e “excessivos” face à magreza dos orçamentos ao seu dispor e que sucumbem ao “incompreensível” apelo para também eles usufruírem, por um momento, do que para os outros é trivial. Para muitos deles, aceder a uma prestação monetária regular é condição necessária, mas não suficiente, para (re)construírem o sistema de disposições de cálculo económico (que incluem uma relação equilibrada com o futuro) análogo ao dos cidadãos
“normais”. Eis por que razão a condenação moralista da “irracionalidade” económica dos pobres contém a sua própria “irracionalidade”.”

Já expus a minha “teoria” aqui, a qual aliás não se apoia em nenhuma constatação económica, social ou cultural, mas apenas numa visão generalista, a de que qualquer sistema que tende para o equílibro, deverá abandonar as “polaridades”. Neste caso cito um blog “de esquerda” mas que podia ser “de direita”, aliás esquerda ou direita são apenas polaridades, logo desequílibrio. O estado actual das coisas, é responsabilidade partilhada à esquerda e à direita, cada uma com as suas visões teóricas sobre equílibrios, crescimentos, recessões, etc. Economia de mãos dadas com a política e separada das pessoas, foi a receita mágica do descalabro, apimentada com 2 traumas básicos do ser humano, a avidez de poder (controlo, manipulação, coacção) e o medo da escassez (insegurança, avareza). Vai ser preciso muuito mais que injectar milhões…

Tags:
Share: Facebook, Twitter, Pinterest

Leave a Comment: