Desventuras galináceas

Na mais recente aparição da alucinada série caseira “a minha casinha, uma série pouco séria” a qual já mostrou inclusivamente um parto felino e dois foras-da-lei, está hoje connosco mais uma fabulástica estória para sossego da intelectualidade fotográfica, e p’ra que se não pense que a vida do fotógrafo é somente composta de dramáticos momentos do tipo “photoshopo aquela perna ou não”.

O poder do multimedia está entre nós, pelo que é altamente recomendado a audição simultânea, ié, ao mesmo tempo que se vêem as fotos, do magnífico hit do baião e xaxado “Galo Garnizé” do saudoso Luís Gonzaga, em altos berros de preferência (depois de carregarem no play, verão que o video só toca no youtube, carregam no link que diz “Watch on YouTube” e vibram com a maravilhosa perfeição que é a interactividade multimédia).

[youtube a8xYpKcZBCc 600 400]

Como podem verificar pela narrativa proposta a vida do “charmoso” não é fácil, tentando “arrastar a asa” levou uma tampa monumental, amuou, recompôs-se e teve que se fazer à vida. Dantes acordava-me todos os dias de madrugada, meio xanax na ração, chamou-o logo à razão. Depois disso nunca mais foi o mesmo e a “ordem da bicada” é hoje em dia letra morta.

Após análise aprofundada verifica-se que a narrativa desenvolve um certo “male gaze”, um olhar machista e tal. A estória tem um setting um bocado monótono, mas outros “sets” teriam custos de produção elevadissimos. Além disso, estava a fotografar da janela da cozinha, com um olho no tacho e outro no galo.

Share: Facebook, Twitter, Pinterest

Leave a Comment: