encontros

Em Braga, ainda até 28 de Outubro, a 25ª edição dos Encontros da Imagem, o nosso único festival de fotografia digno desse nome, pois o de Coimbra já foi e o de Lisboa nunca chegou a ser. Um esforço assinalável, de uma equipa dirigida de forma suprema até esta edição pelo Rui Prata, que agora abandona o lugar em prol da Ângla Ferreira. Está muito bem entregue, venham mais 25, de preferência com o Rui agora a contrato como “cantor oficial”.

Ainda assim o “amor” que o festival recebe é sempre algo condicional, ora porque não tem exposições de ponta (não?), ora porque está fora do circuito de Lisboa e dá muito trabalho ir até lá acima, entre outros argumentos, onde, ao invés da paixão pela fotografia, reina o status, o desinteresse, a vaidade e o ego, em regra também denominadores comuns da falta de competência e de profissionalismo, estas últimas, pela positiva claro, caracteristicas que abundam em Braga, mesmo perante a constante falta de dinheiro que assola as diversas manifestações culturais deste país.

Mas há ainda uma outra nunace daquele festival: a simpatia e um cunho absolutamente pessoal, que até aqui tem sido dado pelo Rui Prata, personagem descomplexado, informal, de uma imensa paixão pela fotografia (quando lhe pedi para ver alguns portfolios dos alunos do IPT esteve até às 4 da manhã a pé a “chatear” os alunos) e pelas pessoas. Em 2010 expus lá, sem que ninguém me conhecesse nem ao meu trabalho, nem ele nem a Ângela me conheciam pessoalmente. Como isso parece completamente inviável neste país onde abunda a cunha, o conhecimento, o favorecimento, o andar atrás deste e daquele para fazer exposições, onde tantas vezes não se ouve uma resposta, negativa que seja. Que os Encontros vão até onde tiverem que ir, agora que o “pai” se reforma, que pela mão da Ângela a “família” cresça, rodeada dos “grandes” e dos “pequenos” da fotografia, e dos que tem paixão, pela fotografia e pelas pessoas.

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