ética e fotojornalismo: o caso de Marco Vernaschi

Um caso que tem despoletado inúmeras reacções, diz respeito à forma como Marco Vernaschi terá supostamente obtido imagens, ao cobrir uma repugnante história de assassínio de crianças para extracção de orgãos, usados em rituais de feitiçaria no Uganda. Todo o caso pode ser interessante para o estudo do que pode ser a ética no fotojornalismo, mais do que a necessidade de escrutinar ou emitir opinião sobre a questão, o autor ou os seus métodos. Contudo devo apontar para um artigo em que já referira a perplexidade que algumas imagens deste fotógrafo me causaram, repare-se no entanto que não se trata de nenhuma chamada do género “eu já tinha topado este gajo”, apenas mencionar que embora aqui se cuide de evitar incorrer no julgamento, ainda assim ele por vezes insinua-se.

Do Site do Pulitzer Center, entidade financiadora da reportagem, uma cronologia dos artigos publicados:

04/25/10: Uganda: Response to Critics  (Statement from Marco Vernaschi, plus Editor’s note from the Pulitzer Center)

04/25/10: Uganda: A lawyer’s brief, a mother’s grief (includes a new statement from the Pulitzer Center and links to video interviews with the mother of Margaret Babirye Nankya and Richard Omongole, a Ugandan lawyer and former country director for Amnesty International)

04/21/10: Questions on Uganda: Child Sacrifice (Statement from Pulitzer Center Executive Director Jon Sawyer) 

04/16/10: Uganda: Child Sacrifice Not a Cultural Issue

04/16/10: Babirye: The Girl from Katugwe

04/16/10: The Man Behind RACHO

Reacções de vários locais na web:

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