Fotojornalismo debaixo de fogo?

O autor da imagem acima é actualmente segurança num museu em Nova Iorque. Jason Eskenazi é o seu nome e pode ser visto um portfolio de imagens em Russian Noir. Outrora fotojornalista, desconhece-se por que avenidas andou para se encontrar nesta situação, mas a avaliar pelo que mostra, é um desperdício.


Ainda no New York Times, Edgar Martins já tira dividendos da exposição mediática a que se viu sujeito pelos prémios que ganhou, tendo sido convidado a evidenciar a queda do mercado imobiliário nos Estados Unidos. O mercado a abrir portas à fotografia de arte ou os fotojornalistas com a cabeça no cepo?

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Comments:

July 8, 2009

O fotojornalismo, mostra-nos a realidade... Em tempos de crise, é preferível "sonhar" com a arte, e principalmente, com os dividendos que ela poderá proporcionar quando colocada nos locais certos... :-)

joaoh
July 8, 2009

O que me impressionou na contratação do Edgar Martins foram várias coisas: O NYTimes é dos poucos jornais que ainda mantém um staff de FJ's; esta "encomenda" não terá ficado barata, estamos em tempo de crise, o português não vive nos EUA, já ganhou prémios mas não tem créditos como fotojornalista e mesmo no domínio do documental não aparece como nenhuma fortaleza, pelo que é uma aposta de risco que teve de ser muito bem ponderada pelo foto-editor. Das fotografias fica uma sensação de algo que já se conhece do fotógrafo, mas cujo resultado embora bom, não é retumbante. A aposta não deixa de ser salutar e sobretudo verificar que podemos estar na aurora da integração e emergência de novas linguagens ao nível do fotojornalismo, como se pode verificar por alguns dos trabalhos que estão na World Press Photo, no Museu da EDP.

Paulo
July 9, 2009

Palavras sábias. Tal foram os riscos que o NYT tomou que as fotos já saíram do ar. Foram manipuladas; uns retoques para ficar mais agradável à vista e nalguns casos até o flipping de imagens para garantir a simetria total. E o tipo passa o tempo a dizer em entrevistas que não faz qualquer trabalho de photoshopping nem na câmara escura nem nada. Grande barrete. a história está aqui:http://www.pdnpulse.com/2009/07/new-york-times-magazine-withdraws-possibly-altered-photo-essay.html

joaoh
July 9, 2009

Obrigado pelo link Paulo, estava justamente a acabar de ler sobre isto noutro site.

razung
July 9, 2009

Bem, seja ele um fotojornalista de gema ou um "photoshopista" aplicado, na minha modestíssima opinião as fotos do Edgar Martins são simplesmente enfadonhas. Mas já agora um à parte: se o futuro do fotojornalismo é isto, então o melhor é engolirmos um litro de fixador e acabar já com a agonia!

joaoh
July 9, 2009

Honestamente, gosto de algumas séries dele. Devo confessar que vi o slideshow destas fotos da polémica e fiquei com a sensação que não seria o seu melhor trabalho. Nem sempre se acerta e num trabalho destes, o "peixe está fora d'água", não é dificil sair uma coisa "mediana". Mas adiante, mérito ou demérito na série, o ponto principal prende-se com o que disse o Paulo abaixo, a não-manipulação hoje em dia é um argumento de marketing, que caiu aqui da pior maneira. Quanto a isto ser o futuro do fotojornalismo, não sei, parece-me ser uma tendência, que anda a par de outras. A "velha" escola PB à La Magnum não está morta (ainda bem que não, porque sou fan...). Obrigado pelo comentário!

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