guerra ao iphone

O título é panfletário (o artigo também). Assumido gadgets fan, não tenho um iphone. A razão pela qual o Jobs não me convence tem a ver com a pouca margem de liberdade que deixa ao utilizador e com os preços praticados, e para atirar maçãs à janela ou vice-versa não contem comigo. Gosto de estilo e design, mas não pago mais só para fazer “style” na mesa do café. Tenho um ipod, já da 5º geração, comprado em 2ª mão e imediatamente hackado com o sistema operativo open source Rockbox, milhentas vezes melhor que o itunes. O telemóvel é um que me emprestaram, já a cair de maduro (acho que até tira fotografias…). Mas depois de ver estas imagens do fotógrafo de guerra David Guttenfelder, feitas com um iphone+aplicativo que polaroidiza as imagens, estou prestes a cair em tentação. Era mesmo só por causa das polaroids, mas que se lixe, vou usando o poladroid que faz as mesmas vezes.

Espero não estar a legitimar a idéia de que seria glamouroso ir armado de iphone para a guerra. Ou de um tolo desejo de aventura, armar-se em Robert Capa. A realidade é que para que hajam fotógrafos de guerra, tem que haver guerras, mas pelo que sei dar-me-ão com a história do ovo e da galinha. Por esta última imagem e por tudo aquilo que se sabe, percebe-se que ser fotojornalista de guerra não é tarefa fácil.  Mas depois do video abaixo (aviso: contém imagens ABSOLUTAMENTE CHOCANTES), é caso para perguntar se a idéia do fotógrafo “infiltrado” não é apenas mais uma manobra dos media, como favor ao (des)governo americano. E se já não é tempo dos fotógrafos que cobrem as guerras começarem a colocar outras questões. O cheiro destes cadáveres entra pelas casas dentro. Lamentavelmente, este video é o único media que aceito validar como verdade, curiosamente este é aquele que os media se recusam a passar, declarando os seus interesses na verdade. Passamos bem sem informação, dêem-nos alguma verdade e partir dai podemos começar a trabalhar. Prefiro mil vezes este video a toda a merda que jornalistas, comentadores e políticos empregam para nos fazer crer nas razões que validam uma guerra. Se existem, elas aí estão, em todo o seu esplendor.

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