Id: a fotografia segundo Freud

da série “id”


Poder-se-á falar da fotografia como um dos veículos que propagam este sentido de que a imagem do Eu é igual ao Eu?” Excerto do artigo o retrato como condição da essência do ser

The results of the study show not only that our immune sys­tem reacts to see­ing images of dis­ease symp­toms, they also show that our brain is wired to take a two dimen­sional rep­re­sen­ta­tion of some­thing for the real thing — and no mat­ter how vigourously we stress the dif­fer­ence between the two, we keep being fooled by the like­ness. We can’t help it, we’re defense­less on a most basic level, that of our non-conscious, phys­i­cal response.” Mrs Deane em why science is good for you, or: the effects of watching furniture.

Freud já falara do Id, território inconsciente habitado por imagens, ondas vibratórias em constante movimento, mutação, criação e  recriação do cosmos interior, território de probabilidades infinitas do ser. Tal como no sonho, onde se fundem diversos planos da consciência, também aqui essa fusão se dá, desta feita no plano “acordado” ainda que de forma não percebida, como se pode ler pelos resultados do estudo. Uma imagem transporta-nos, mesmo sem darmos por isso, ao território dos sonhos, porque a experiência organismica mais profunda “vive” a imagem, com se fosse real, mesmo que ao nível consciente exista noção da separação entre planos. Quantos vezes já não demos por nós no visionamento de um filme a aconselharmo-nos interiormente “calma, é só um filme”?  David Cronenberg já preconizara esta experiência no visionário Videodrome, “the television screen is the retina of the mind’s eye. Therefore, the television screen is part of the physical structure of the brain. Therefore, whatever appears on the television screen emerges as raw experience for those who watch it. Therefore, television is reality.”

Estamos totalmente à mercê desse Inconsciente ou justamente essa experiência que vinda das profundezas do ser e que nos toca, nos faz vibrar, serve para nos “acordar” em relação a algo? É esse “id”, em conjugação com as outras estruturas, o ego e o super-ego por ex., apenas parte daquilo que se chama personalidade? Consiste a essência do ser exclusivamente na persona, ou é algo que reside mais além?

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