ligações perigosas @06.05.2010

Esta semana as ligações fazem jus ao nome!

  • if one would change the world with art, one must change a great deal of it. Thus, the axiom that the meaning of a sign is the response to it” (…) All of which would tend to confirm the veiled suspicions of those commentators who have approached “The X Portfolio” like church ladies at La Scala, exuding sophistication but wary of seduction, anxious about their pleasure and fearful of being manipulated to sexual rather than cultural ands by the flagrant ornamental display, suspicious that the “formal armature” of the imagery has been tainted somehow by its origins in situational erotics. (…) the rituals of “aesthetic” submission in our culture speak a language so closely analogous to those of sexual and spiritual submission that they are all but indistinguishable when conflated in the same image“. Juntar na mesma crónica “A incredulidade de São Tomás” de Caravaggio e duas imagens do Portoflio X, de Mapplethorpe, pode parecer obra. Aos 2 espíritos “barrocos” juntou-se o do crítico de arte Dave Hickey, que de uma penada assenta a superioridade da arte nas estratégias retóricas do fazer em detrimento da beleza formal, ao mesmo tempo esvaziando as hierarquias entre sexo, arte e religião, ao denominador comum da dominação pela submissão que sobrevoa esses três reinos. Não perceberam? Então leiam.
  • «O “FMI” é um texto não-textual(…) não é um texto, é uma catarse cénica.» O FMI na integra do Senhor José Mário Branco. Senhor porque efectivamente o é, independentemente de ser conotado como comunista (quanto a partidarites, serve o do João César Monteiro). Um letrista e um cantor do mais alto nível que este país já viu nascer. Não é apenas da integra do FMI que se trata, JMB fala também sobre os direitos de autor.

É mais do que suficiente para um fim de semana sobressaltado.

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