ligações (pouco) perigosas @20.08.2010

  • BES PHOTO INTERNACIONALIZA-SE A PARTIR DE 2011. Era inevitável, entre laureados e nomeados dos últimos anos, começaria a escassear o lote de potenciais candidatos. Sendo possível o cenário do fim do prémio, optou-se pelo alargamento.
  • “Os artistas e demais profissionais das artes são altamente especializados, formados em instituições superiores públicas e privadas, tal como o são os médicos, os historiadores, os engenheiros…” Com aquela frase acima avança-se para a identificação entre artista e diplomado ou licenciado em artes, o que é manifestamente um erro e um abuso que pretenderia circunscrever a produção de arte aos agentes creditados para o efeito, excluindo o autodidacta (por ex. Álvaro Lapa), o artista que abandonou o seu curso sem o concluir (e são, até aos anos 80, quase todos, pelo menos na Escola de Lisboa), ou que frequentou um curso médio (na António Arroio, por exemplo), ou que se formou em Agronomia ou Letras (o Joaquim Rodrigo, o João Paulo Feliciano…). Para além de excluir o amador, o artista de domingo, o “outsider”, o louco – e o grafitista, claro. É um retrocesso cultural e em geral civilizacional que se regista naquela frase. Alexandre Pomar em os artistas “altamente especializados”. O mundo da arte parece correr num registo de dualista ambiguidade: leva-se demasiado a sério, mas não é levado muito a sério. É mau para o negócio!
  • The feeling of being desired or recognized is a powerful thing, and on most days, I can tell myself “It’s because of the work you’ve done,” not the personality projected during a few hours of reality tv. On other days, that nagging sense of desolation brought on by the warm, lazy reception of Work of Art is that I am failure, just another shitty hack producing ‘symbolic representations of radical thought’ or being yet another symbolic pressure-release valve for radical thought, instead of being genuinely radical. As agruras existencias de um artista em Work of Art Rant. Retirei o excerto que me parece relevante, pois que é capaz de nem valer a pena ler o artigo todo, sobre um “tv reality show” sobre arte nos EUA, mas se não tiverem mais nada que fazer…

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