180 Graus, 2009-2010

“Existe sempre um aspecto subjectivo na paisagem, algo na imagem que nos diz tanto acerca daquilo que está em frente da câmara, como de quem está por detrás dela.Robert Adams

Fotografias sobre a cidade de Torres Vedras, captadas a partir de um duplo eixo, originando a apresentação em pares. Uma das imagens do par ilustra um plano desse território no seu ordenamento, uso e morfologia, tendo a imagem seguinte sido feita na sequência imediata e no plano oposto,  a 180 graus da primeira. Dessa segunda imagem surge, supostamente, uma fotografia aleatória, não pensada, nem determinada pelo fotógrafo. Através de associações  inesperadas sobre a identidade do lugar emergem também questões da ontologia da fotografia, ligadas à objectividade e subjectividade, e aos canones de recepção estética da paisagem.

“There is always a subjective aspect in landscape, something in the picture that tells us as much about what is in front of the camera, and who is behind it.”  Robert Adams


The inspiration to make these pictures came through this phrase from Robert Adams, a photographer whose pictures were part
of the “New Topograhics” exhibition, that took place in the 70’s, in which some paradigms of landscape photography were questioned, phrase in which he also sums up beautifully the paradox of subjectivity and objectivity in photography. These images depict the city where I live, Torres Vedras, one of them illustrating specific characteristic of this territory, in its planning, use, morphology, the other having been made immediately after the first, at its opposed plane of 180 degrees. From the second picture comes an aleatory, non-thought, non-determined photography, the pair granting an unexpected association and contrast between the identity of the place, as well as referencing ontological aspects of photography linked
to objectivity, subjectivity, and canons of aesthetic reception of the landscape.