skeptics, cynics and other frustrated souls

“All in all it is not worth paying attention to everything that you hear. Some people should not be taken seriously because their purpose is not to provide you with useful feedback.  Instead, their goal is to get noticed and feel important.  It is about them, not about you.” Understanding criticism, parte 1. parte 2. parte 3.

 

Neste artigo fala-se da crítica em geral, que se pode muito bem aplicar à postura online. A opinião do outro facilmente se transforma num ataque pessoal, a rechaçar com toda a violência possível, a mais das vezes cobardemente empolgada pela cobertura virtual. A linha que separa a crítica da opinião é ténue, muitas vezes parece ser apenas uma questão de forma. Mas não é, em ambos os casos está presente um outro factor: uma intenção – assumida ou não – de julgamento. No qual nunca há imparcialidade, embora possam haver regras. Poderemos apontar à norma do respeito pelo outro, à capacidade de o escutar e de lhe devolver uma compreensão daquilo que está a dizer?


Transcreve-se esta petição que entende a crítica de um modo amplo e fundo, de um blog infelizmente já inactivo:

I- A crítica é um exercício de violência: confronta as obras com aquilo que elas não são, impondo-lhes um critério que lhes é exterior.

II- A crítica é comprometida: responde por uma imagem de mundo e de literatura. Nesta estrita medida, a crítica é sempre programática: confronta aquilo que as obras são com aquilo que elas poderiam ser.

III- A crítica é o lugar de uma experiência tanto afectiva quanto racional. O distanciamento e a proximidade são, na mesma proporção, a sua condição.

IV- A crítica é um trabalho contra o mundo, contra a literatura. Se esta é um movimento de produção do mundo através da modelação de representações, a crítica é um trabalho de subtracção do mundo a si mesmo.

V- A crítica é um exercício sobre a linguagem. Na literatura, como em todas as artes, o mundo tem tamanho da linguagem na qual se produz. O sentido de uma representação é função da linguagem com que se realiza. As suas potenciais riqueza experiencial, densidade semântica, e valor, estão-lhe indexados.

VI- A crítica não é um instrumento de mediação: é parte do processo de constituição da coisa em representação.

 

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