thomas struth, em entrevista com gil blank

Várias notas interessantes nesta entrevista de Thomas Struth, uma delas versando sobre as séries: “I hate that too. The word “series” is a diminutive attachment. A series is something that pretends as if one picture has no value and you need the series to give it that value. You wouldn’t say, for instance, that James Joyce wrote “a series of books”. Cada um defende a sua dama, aliás já Andreas Gursky afirmou práticamente a mesma coisa, pelo que ou o disco está riscado, ou ambos estão absolutamente convencidos da superioridade da posição defendida, de que as séries retiram o valor individual às imagens. Não deixa contudo de soar a guerra semântica ou belicização do ego, tipo “o meu mercedes é maior que o teu”, até porque os argumentos apresentados aparentam inadequação, ou desde quando é a fotografia literatura? O estatuto de serialidade parece ter começado a ser cunhado com as tipologias do casal Becher, com quem justamente Struth estudou, pelo que pode ser meramente uma questão edipiana. De qualquer forma e apesar das “finiquices”, a sua obra permanece uma das mais interessantes da dita “escola de dusseldorf”.

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